Será que basta ter diploma?

Será que basta ter diploma?

Recentemente recebi do amigo Sandro Reis, coordenador de programas de MBA da Universidade Cândido Mendes, palestrante e especialista em gestão de negociação, um link de um artigo que vem de encontro às pesquisas que tenho feito com relação a uma verdadeira crise que está acontecendo entre as diferentes gerações, não somente no ambiente profissional, mas também nos ambientes social e familiar.

Destaquei alguns pontos do artigo que me chamaram à atenção.

DOS FATOS

  • Empresários se queixam do despreparo de profissionais recém-formados e estagiários;
  • Empresas tem dificuldades em preencher vagas por falta de qualificação requerida;
  • O Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos;
  • Empresários se queixam da postura dos novos profissionais;
  • Quatro em cada dez universitários no país não sabem interpretar textos e associar informações.
  • Muitos não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos e fazer contas um pouco mais complexas.
  • Anseio por carreira meteórica.

 

DAS CAUSAS

QUALIDADE DO ENSINO

  • Faculdades preparam mal;
  • Visão comercial do ensino;
  • O crescimento do nº de estabelecimentos de ensino não foi acompanhado pelo crescimento da qualidade.

 

POSTURA NO AMBIENTE DE TRABALHO (Falta de posicionamento adequado nas empresas)

  • Respeitar diferenças;
  • Lidar com hierarquia ou com uma figura de autoridade;
  • Ansiedade para conseguir um posto que faça jus a seu diploma.
  • Busca de ascensão profissional rápida.

 

Algumas providencias necessárias de caráter estrutural, a nível institucional, no sistema de ensino e até no ambiente governamental talvez a maioria de nós não tenha possibilidade de implementar. Os que tiverem devem lutar por fazê-lo, pois não só o presente está em jogo, com também o futuro também está seriamente comprometido. Contudo, podemos contribuir com nossa experiência pessoal/profissional para transformar os ambientes onde estivermos envolvidos, através de uma reflexão objetiva, prática, para que o efeito mostrado no artigo em questão (despreparo e falta de atitudes) seja minimizado ao máximo. Não creio que a principal parte do problema apresentado seja a falta capacitação técnica proveniente da incapacidade das instituições de ensino formarem bem seus alunos mas, na minha visão, e falo isso humildemente, até onde tenho percebido a principal componente desta equação é a formação de caráter e o desenvolvimento das habilidades emocionais.

São necessárias pra minimizar este efeito várias ações de conscientização e também de construção de capacidades que os envolvidos ainda não tenham, ou de capacidades que já têm, mas necessitem ser calibradas. É preciso desenvolver suas habilidades emocionais e as funções da inteligência para que possam gerar resultados mais consistentes e sustentáveis. Isto não é um trabalho tão simples, pois transita pelo íntimo de cada um, pelo autoconhecimento e pela auto responsabilidade, ou seja, por um profundo processo de mudanças. Este é um trabalho extremamente necessário e urgente. Tenho defendido a aplicação de um recurso a ser aplicado antes dos treinamentos oferecidos pelas empresas e também como prévia dos processos de integração, que visa agir como na preparação de um terreno de um jardim ou de um pomar antes de se plantar as sementes, para que estas caiam em bom solo a fim de produzirem flores e frutos viçosos e em abundância. Sem isso estaremos caminhando cada vez mais para o caos.

Como conciliar as experiências, conhecimentos, perfil de comportamento de um jovem recém-formado com um profissional com muitos anos de atuação no mercado de trabalho? Como essa “química” vai funcionar? Explode ou simplesmente queima? Ou ainda não reage e não gera o produto desejado? Quem aprende com quem? Quem ajuda quem?

Será que estamos mais propensos a buscar soluções com foco no resultado ou muito mais propensos a simplesmente prevalecer sobre as diferenças entre nós e ou “outros”, para não perdermos nossa razão, ou nossa posição? É uma questão de orgulho x humildade. Digo, depois de muitos anos lidando com pessoas, que os humildes geralmente são mais fortes emocionalmente, enquanto os orgulhosos são mais inseguros e precisam defender-se contra supostos ataques à sua posição, buscando evitar a descoberta das suas debilidades escondidas, não declaradas que os fazem se sentir ameaçados.

Sugiro uma reflexão sobre este assunto e se você tem verificado conflitos, leves ou intensos, entre as diferentes gerações que interagem no seu ambiente de trabalho, seguem aqui algumas poucas dicas que podem ajudar a transformar seu ambiente de trabalho em um ambiente melhor e com melhores resultados.

  • É preciso ter sempre em mente que você estará tratando com PESSOAS antes de tratar com PROFISSIONAIS. O CPF vem antes da CTPS.
  • O resultado que cada PESSOA apresenta é apenas o reflexo do que elas acreditam ser o correto. Assim foi “codificado” dentro delas ao longo da sua formação.
  • Toda “codificação” que existe dentro da pessoa pode ser “recodificada”. Na neurociência isto se chama NEUROPLASTICIDADE, que é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional quando sujeito a novas experiências.
  • Toda pessoa tem potencial para ensinar algo, mesmo que esteja evidente que ela precisa aprender algo.
  • Valorizar o que as pessoas têm de pontos fortes antes de criticar o que elas têm de pontos fracos aumenta consideravelmente a probabilidade de a pessoa aceitar tratar seus pontos fracos e sua disposição de ofertar seus pontos fortes.

Desta forma é possível caminhar rumo a uma equipe que fale a mesma linguagem, que se respeite mutuamente, que compreende as suas limitações antes de julgar as limitações dos outros, que é disposta a aprender o que não sabe e a ensinar o que os outros não sabem, que carrega a carga uns dos outros, que valoriza o seu próximo, pois reconhece o seu próprio valor, que luta por um propósito comum, enfim da qual se tem prazer de fazer parte.

Boa sorte! E Deus te abençoe!

Compartilhe conosco as suas experiências. Mande seus relatos, suas dúvidas, ou como você tem solucionado questões como estas e vamos compartilhar uns com ou outros, para todos crescermos juntos.

Segue o link do artigo: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/10/131004_mercado_trabalho_diplomas_ru#orb-banner

Segue o e-mail para você poder compartilhar suas experiências: coach@930metros.com.br

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Grande abraço.

 

Sergio Oliveira

Life & Professional Coach

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