Paciência é a capacidade de deixar maturar uma ideia, um afeto, um projeto, um negócio, um estudo.(Mário Sergio Cortela)
Quando pensamos em integração social, seja a nível pessoal, familiar ou profissional, deparamos com diversos conflitos que, muitas das vezes, não se consegue resolver e por isso passamos por cima, “engolimos o sapo”, explodimos, ou até mesmo nos calamos. Mas é certo que nenhum destes comportamentos resolve a questão.
Um dos aspectos a considerar é a diversidade das pessoas envolvidas nos relacionamentos, a que gerações pertencem. Estudas os comportamentos das gerações produz resultados espetaculares.
Quanto ao relacionamento pessoal, é comum as pessoas se agruparem por idade, classe social, área de interesse, etc., o que acaba por deixar os conflitos no campo das ideias diferentes acerca de um mesmo ponto, além de não demandar um nível tão alto de compromisso que faça com que se defenda exaustivamente um posicionamento até limites muito longos.
No relacionamento familiar e profissional, os níveis de envolvimento vão além da informalidade e entram na esfera da cobrança de comportamentos e resultados, o que facilita o surgimento de diversos conflitos.
Quando estamos interessados em obter melhores resultados nestas áreas da nossa vida, tanto mais teremos sucesso, quanto mais observarmos, compreendermos e soubermos lidar com os perfis de comportamento de cada indivíduo que estiver neste cenário.
Mário Sergio nos desperta para uma questão com a qual tenho trabalhado constantemente: o perfil de comportamento das gerações. Quando ele fala sobre a geração Z, ou seja, com idade aproximada dos 10 aos 20 anos, faz uma comparação entre Lerdeza e Paciência.
Paciência, segundo Cortela, é a capacidade de deixar maturar uma ideia, um afeto, um projeto, um negócio, um estudo.
Deixar maturar é uma atitude que demanda resiliência. Demanda esforço para pensar antes de tomar decisões, antes de agir.
Nos ambientes corporativos não são somente os estagiários, treinees, ou profissionais recém chegados das universidades que precisam ser treinados a praticar a resiliência. Na verdade, todos nós, independentemente do estágio da vida em que nos encontramos, na posição social que temos ou no nível profissional que alcançamos, temos o dever de sermos flexíveis, de pensarmos, avaliarmos as situações, de buscarmos entender o “outro” antes de definirmos nossa posição.
Para isso é preciso tratar “de dentro para fora”, e não somente por fora. É preciso conhecer o que está dentro de nós. Sabermos quem somos e como fomos formados. Na grande maioria das vezes as reações que temos aos estímulos de um relacionamento não estão baseadas exatamente nos estímulo a que estamos submetidos, mas no depósito que foi formado dentro de nós ao longo da nossa vida e que, em muitos aspectos, já não nos representa mais, já nos faz mal e não nos deixa ir mais longe.
É preciso usar a arte de pensar objetivamente em favor dos nossos objetivos e dos objetivos comuns. É preciso não ficar a mercê de reações que não contribuem com o que desejamos. Concordar com tudo não é ser resiliente. Falar tudo que sente, sem pensar, não é sinceridade. Ser duro e intransigente não é sinal de força. A maior força está na arte de persuadir com um posicionamento cheio de verdade, que encante os envolvidos e desperte-os para seguirem juntos rumo aos nossos ideais. Ninguém chega sozinho a lugar algum. Precisamos uns dos outros. E conquistar este envolvimento é o “X” da questão. Pessoas são mais importantes do que coisas. Se você for um desbravador, um inovador, um inventor, muitas vezes se sentirá sozinho e terá que prosseguir. Mesmo assim não prossiga somente por você, prossiga por “todos” e para “todos”. Então sua conquista terá muito mais valor.
O mérito não está simplesmente em conseguir alcançar objetivos. O desejado é alcançar objetivos com sinergia. Caso contrário o próximo desafio a ser alcançado poderá estar comprometido pelo desânimo causado na equipe pela forma como a “meta” foi estabelecida e o esforço conduzido pra chegar lá.
O gosto da vitória que foi conquistada com sinergia irá gerar no grupo o desejo de continuar conquistando novos e maiores objetivos.
O conhecimento dos perfis de comportamento de cada pessoa, levando em conta a geração a que pertence, suas competências, seus valores, e a nossa decisão de aplicar tais conhecimentos na arte de relacionar, vai gerar ambientes que serão com “úteros saudáveis” para gestar lindos e desejáveis resultados.
Leia meu post “Pensamento uma Ponte para nossos Resultados” e pratique a arte da paciência e obtenha os melhores resultados que desejar.
Há um tempo para todas as coisas debaixo do céu. (Ecl 3:1)
Um Grande Abraço.
Sergio Oliveira
26/Ago/17
