CRÍTICA. FREIO OU ACELERADOR?

CRÍTICA. FREIO OU ACELERADOR?

Meu último post fala sobre a importância dos nossos pensamentos e como eles estão diretamente ligados aos conceitos que temos guardados em nossa memória (pré-conceitos) com relação aos estímulos a que somos submetidos no dia a dia.

Poucos se fala sobre este processo.  Na maioria das vezes vivemos reféns dos conceitos que temos guardados dentro de nós, o que nos faz perder grandes oportunidades de agirmos de maneira diferente diante dos fatos e de conseguirmos resultados diferentes em cada situação.

Albert Einstein disse: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Tenho atendido muitas pessoas e conversado com tantas outras e percebo que existe um lugar comum entre elas: O que a maioria das pessoas pensam dos fatos e de si mesmas, e como lidam com estes fatos, está diretamente ligado ao que elas têm gravado dentro de si em relação a fatos semelhantes que já viveram.

Por muitos anos apliquei um teste de comportamento para várias pessoas, em forma de “brincadeira”, fazendo uma pergunta para adultos e especialmente jovens entre 15 e 25 anos, recebendo as mais variadas respostas.

A pergunta era “Qual é a sua?”, ou para alguns jovens, na linguagem deles, “Qualé a tua?”.

Bem, esta pergunta, na maioria das vezes, causava estranheza, e as pessoas ficavam embaraçadas. Grande parte delas perguntavam se eu via algo errado nelas ou simplesmente diziam que não estavam fazendo nada de errado.

Poucos relatavam o que estavam pensando ou fazendo naquele momento, como por exemplo: estou bem ou estou mal; vou jogar futebol hoje ou, simplesmente, estou de relax, não vou fazer nada hoje, e coisas do tipo.

Por que esta pergunta gerou este tipo de comportamento? Por que a maioria das pessoas responderam com surpresas e como se estivessem procurando se proteger, se defender?

É simples. Elas estavam respondendo com base nos conceitos prévios (pré-conceitos) que possuíam com respeito à fatos passados e sobre si mesmas que, de certa forma, tinham uma conexão com a pergunta recebida. Eu fazia a pergunta com tom de voz diferente para cada pessoa. Às vezes em tom suave e às vezes provocativo. O tom de voz aplicado exercia importante fator para causar as reações percebidas.

Por incrível que pareça, algumas pessoas confessaram erros cometidos, apresentaram desequilíbrio por terem recebido tal pergunta e ainda perguntaram se alguém havia me falado algo sobre fatos acontecidos com elas.

Se não desenvolvermos a capacidade de avaliar cada estímulo recebido antes de tirar conclusões e agir, corremos o risco de errar de forma acentuada e tirar conclusões indevidas, julgar fatos e pessoas sem a devida comprovação, ser injustos e lançar um perfume no ar que não deixará o ambiente à nossa volta agradável para ninguém e também para nós mesmos.

A capacidade de receber estímulos (informações) e processá-las é que vai gerar a diferença do resultado.

Este é o conceito da INTELIGÊNCIA. É a capacidade de interpretar informações e gerar um resultado como produto deste processo de interpretação.

Contudo não é um processo simples, pois depende de vários fatores que concorrem simultaneamente no momento em que o estímulo está sendo aplicado e que não é comum conhecermos este processo.

Quantas vezes recebemos uma mesma crítica de pessoas diferentes. Por que acatamos a crítica de umas e rejeitamos veementemente a crítica das outras, se o teor da crítica é o mesmo?

As critica pode ser FREIOS ou ACELERADORES. Podem diminuir nossa velocidade e até nos parar ou podem servir de estímulo para andarmos mais rápido em direção ao nosso alvo.

“Nunca reaja emocionalmente às críticas. Analise a si mesmo para determinar se elas são justificadas. Se forem, corrija-se. Caso contrário, continue vivendo normalmente”. (Norman Vincent Peale)

Devemos nos esforçar para encontrar uma maneira de orientar nossos pensamentos e avaliar de forma equilibrada o que estamos recebendo ou percebendo.

A inteligência, é o processo de interpretação das informações e tem várias facetas, tem foco em vários aspectos do nosso ser.

Desenvolver a habilidade de pensar, de analisar os estímulos que recebemos é uma grande chave para todas as áreas de atuação do ser humano. Seja um médico diante de um quadro grave durante uma cirurgia, seja um advogado em meio ao tribunal diante de uma causa muitíssimo difícil, seja um engenheiro em meio a uma grande mudança inesperada em um projeto com orçamento extremamente estrangulado, seja um pai ao ver um filho correndo risco de vida, seja um casal em meio à uma grave desavença em vias de jogar por terra o relacionamento construído com grande investimento de tempo e esforço pessoal.

A inteligência pode e deve ser desenvolvida nas suas várias facetas e não apenas em uma delas. Suas várias funções, tais como resiliência, autocrítica, empatia, interação, entre outras, podem ser aprendidas para serem aplicadas de forma a gerar resultados sem o efeito das emoções causadas pela ação dos estímulos recebidos, e assim nos levarem a melhores resultados.

Aprender quais são as funções da inteligência e como gerenciar nossos pensamentos nos levará a resultados consistentemente melhores e de forma sustentável.

Segue, como exemplo, um fluxo de como você pode lidar com as críticas e não permitir que elas paralisem sua vida, por mais duras que elas sejam.

No próximo post desta série falarei sobre diversas funções da inteligência e trarei algumas dicas de como desenvolvê-la.

Você encontrará na série “Movimentos da Inteligência” os seguintes temas:

  • As diversas facetas da inteligência;
  • Quais as consequências de não usar a inteligência?
  • Quais os benefícios de usar a inteligência?
  • Exercícios para treinar o uso da inteligência?

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A Deus, sempre, toda glória.

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