Quem vence é Você

Quem vence é Você

AUTOCONHECIMENTO

Estamos ouvindo falar sobre emprego, colocação, recolocação, demissão. Notamos a falta de oportunidades, empresas que não dão retorno às respostas de anúncios veiculados, empresas que disponibilizam vagas e não aparecem candidatos, candidatos que atendem aos anúncios, mas não comparecem às entrevistas marcadas, enfim, todo tipo de situação.

Não raro temos sido orientados sobre qual a melhor maneira de apresentar um currículo, como evidenciar nossas habilidades mais atrativas às vagas solicitadas pelas empresas, qual o perfil de competências exigido, como devemos nos preparar, qual conhecimento adquirir, e tantas outras abordagens que temos encontrado, abundantemente, nas redes sociais e nos grupos em que participamos.

Inúmeros profissionais gabaritados e confiáveis nos orientam que é necessário sermos pró ativos, positivos, determinados, ousados, bem relacionados. Dizem que cabe a nós mesmos o “correr atrás”, estarmos antenados, conectados, com o “radar” ligado 24 horas por dia.

Percebemos que não é fácil passar por momentos como o que nosso país está passando. É Real, é duro, é, até certo ponto, desesperador.

Porém é neste momento que precisamos desenvolver a habilidade de cuidar, de investir em nós mesmos, a pessoa, o indivíduo. É tempo de fazermos um inventário interior e pessoal, não apenas de capacidades, de conhecimentos, mas sobre a pessoa do engenheiro, do arquiteto, do administrador, do médico, do advogado, do empreendedor, do autônomo, do profissional que está aí todos os dias lutando para se manter, para vencer os desafios, para se recolocar, para driblar as dificuldades financeiras, as dificuldades que a crise causou na sua família. O profissional que sente medo do futuro e não fala, que está deprimido achando que não vai conseguir oportunidade à altura do seu preparo. O chefe de família que está sofrendo com as dificuldades de seus entes queridos pela perda do plano de saúde, do filho que teve que para os cursos extracurriculares, ou até sair da escola aguardando as coisas clarearem. Se eu for falar aqui dos casos que tenho encontrado passaria horas escrevendo e não terminaria.

Mas isto não é uma questão apenas de quem está vendo de fora. É uma questão de foro íntimo. A grande maioria de nós não se sente à vontade de falar de nós mesmo, das nossas dificuldades, das nossas fraquezas, das nossas debilidades, medos, inseguranças. Muitas vezes nos mostramos mais fortes e capazes do que realmente somos, quando, na verdade, por dentro, às vezes, estamos em frangalhos.

Temos medo da concorrência, medo da observação alheia, do que vão pensar de nós, do que vão dizer. Talvez falem que éramos tão importantes e prósperos nos nossos empregos anteriores e agora estamos nos submetendo a empregos inferiores. Como vão nos julgar? Depois disto, será que ainda teremos chances de sermos aceitos, de prosperarmos, de conseguirmos novas oportunidades.

Aí reside, na minha opinião um “câncer” que tem corroído muitos colegas profissionais capacitados e aptos para desempenharem bravamente e com excelência seu papel em qualquer organização: a grande dificuldade de olhar para dentro de si mesmo e se esquadrinhar, se auto avaliar, autocriticar, auto elogiar e se posicionar adequadamente diante de qualquer situação.

Como vou melhorar aquilo que não sei como está? Como vou fazer aumentar algo que não sei o tamanho?

Nosso cérebro, na maioria das vezes, não reage comandado pelo nosso raciocínio, mas sim pela nossa emoção. E fortes emoções não tem faltado atualmente. A cada semana, por que não dizer que quase a cada dia, são várias e fortes as emoções a que somos submetidos. Mas não podem ser as nossas emoções que devem nos guiar, mas o nosso raciocínio, a nossa inteligência. O autoconhecimento e a adoção de práticas no sentido de melhorar continuamente quem somos, que podemos chamar de auto-gestão, é que deve dar o tom dos nossos dias e direcionar as nossas escolhas e decisões.

Somente o autoconhecimento pode fazer com que nossa mente emocional possa analisar uma situação de forma inteligente. (Daniel Goleman, ph.D, Inteligência Emocional, 2005).

As pressões de um emprego ameaçado, pela iminência de um corte de pessoal na empresa em que trabalhamos ou pela concorrência que está do lado de fora precisando de um lugar para trabalhar e sustentar suas famílias, ou mesmo a pressão do desemprego por tempo indeterminado, pois as oportunidades de emprego estão raras, só serão vencidas com uma dose igual ou maior de autoconfiança. E como vamos confiar em algo que não conhecemos? Já parou para pensar nisto?

Para ter esta autoconfiança, tão necessária para enfrentar um tempo que não sabemos qual vai ser, quanto tempo vai durar, debaixo de que condições vai acontecer, precisamos conhecer o que temos para enfrentar tal situação. Quais são as nossas armas? Quanto temos de munição? Fazemos conta de quanto temos de dinheiro em caixa, reduzimos desesperadamente o custo de vida, nos privamos de coisas essenciais, muitas vezes, mas não paramos para fazer uma reflexão honesta de como estamos por dentro. Como estamos emocionalmente. E muito menos nos propomos a pedir ajuda. Pedimos às vezes dinheiro emprestado, mas não pedimos orientação, pois não queremos nos sentir envergonhados.

Pensamentos de medo, insegurança, incerteza, menos valia, ameaças, revoltas, só irão nos levar a resultados cada dia mais desastrosos. Eles produzem sentimentos de derrota, frustração, incapacidade. Geram ansiedade e depressão. E tudo isto nos paralisa e nos impede de enxergarmos uma possibilidade de saída. Ficamos enfraquecidos e perdemos a ação.

Para termos iniciativa, coragem, atitude, ação, é preciso saber quem somos. É preciso confiar em nós mesmos.

Pare para pensar um pouco. Se chegamos até aqui e conseguimos certa estatura profissional, qual terá sido o motivo?  Muito provavelmente foi mérito nosso. Nos aplicamos, investimos dinheiro, tempo e esforço, estudamos, demos o melhor de nós. Aproveitamos as oportunidades, vencemos muitos desafios, obstáculos. Se hoje estamos numa situação delicada para nos manter empregados, ou até mesmo se estamos sem emprego, precisamos olhar para dentro de nós mesmos e avaliar quem somos, as competências que temos, o que fazemos de melhor e pior, o que temos capacidade e o que não temos. Precisamos ser honestos conosco mesmo, sem medo, sem capa, sem mágoas, sem revoltas. Precisamos ser verdadeiros. É assim que vamos descobrir onde precisamos melhorar. Temos que decidir melhorar. É uma questão de sobrevivência. Se percebemos que estamos aquém em determinada área, precisamos nos esforçar para superar esta deficiência, de um jeito ou de outro. Não tem como ser diferente. Não devemos transferir a culpa dos nossos fracassos para outros, responsabilizar terceiros, ainda que de alguma forma tenham contribuído para chegarmos onde estamos. Eles não podem fazer muito por nós, ou talvez nada.

Precisamos investir um tempo em nós mesmos  e desenvolver a autoconfiança que irá nos levar a decisões mais seguras, precisamos acreditar que vai dar certo. E se não der certo teremos forças para recomeçar, tentar novamente, na certeza que em algum momento conseguiremos chegar. É preciso ter fé. Nós precisamos dormir todos os dias, mas Deus não dorme e cuida de nós.

Impossível será alcançar sem tentar, tentar sem estar preparado, estar preparado sem agir, agir sem confiança e sem a consciência de que fizemos tudo o que tinha para ser feito não teremos confiança em nós mesmos. Se não der certo, vamos tentar de novo. Se não der certo, vamos reavaliar os métodos. Se não der certo, vamos ver o que deu errado, se foi o todo ou se foi apenas uma parte do todo. Vamos substituir / refazer a parte que deu errado e recomeçar.

Uma coisa não podemos fazer: retroceder. Devemos seguir até conseguirmos nosso objetivo.

Seja forte, corajoso, prepare-se, dedique tempo nisto e não será em vão.

O caminho do sucesso irá ficando menor à medida que todos os “nãos” forem ultrapassados ao longo do caminho. Cada “não” que recebemos traz com ele a notícia que o “sim” que esperamos está mais perto de chegar. Creia o “não” um dia acaba e o dia do teu “SIM” está chegando.

Por Sergio Oliveira

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1 Comment

  1. Gostei muito do artigo

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